A política e o esporte

A política e o esporte
“Não tenho tempo, ou não gosto de política.” Uma frase que  escutamos muito hoje em dia. Ou a clássica “Olha já vou avisando aqui a gente não fala de política! É proibido.”
Nesses dias em que a política está em evidência, e as máximas que se transformaram em campanha nas redes sociais “ele sim x ele não” são exemplos do quanto o assunto repercute.
Apesar de ter minhas convicções políticas, o objetivo aqui não é falar de um ou de outro, direita ou esquerda e sim traçar um paralelo no qual o esporte, como tudo na vida, também é influenciado pela política; no clube, academia, parque, praia, existe sim política. Como você se sai na política do seu local de treino?
Cresci no Esporte Clube Pinheiros, e comecei a jogar no Ipê Clube. Para se ter uma ideia, em 1967, no Ipê, crianças não entravam na quadra, salvo as vezes que tinham aula. No Pinheiros,  tinha turma do bar do tênis. Política?
Quando jogava o circuito profissional, meu parceiro de dupla era o cara mais político ou talvez “descolado” que eu já vi. Aprendi muito com ele. Eu, no outro extremo, nunca acreditei que política era necessária. Naqueles tempos, achava que jogar bem, talento, disciplina bastavam. Ledo engano!
Mas graças ao parceirão de dupla da ATP, Bernard Frances, treinamos talvez na melhor academia de tênis da França, ficamos hospedados em vários locais, jogamos muitos torneios e só não jogamos o qualifying de Roland Garros porque eu errei; briguei com ele para ir jogar um torneio de grana em Biarritz, no sul da França na mesma data.
Mas está errado fazer política? Acredito que não. Hoje em dia, sentimos uma espécie de nojo da política, mas não deveria ser assim. A política não deve ser confundida com a corrupção, mentira, e para servir ou tirar vantagem. A política tem que servir ao povo, ao esporte, a educação, saúde ou para fins de ajudar ao próximo. A política é sim necessária e fundamental para a vida;
1) A política da boa vizinhança
2) A política de não falar mal dos outros
3) A política de ficar quieto quando nervoso
4) a política de atar, somar.
5) a política do agradecimento e amor.
6) a política na família, berço de tudo em uma sociedade.
Então arrisco a dizer que a política é fundamental para a sobrevivência e bem estar. Segundo o psiquiatra Augusto Cury, quanto mais experiências light na vida, melhor. Traduzindo: pensar duas vezes antes de brigar com alguém ou presenciar uma briga. Fácil? Não, mas muito necessário de se aprender.
Mas e a política no esporte? Quem não sabe uma história de um jogador que não foi convocado por politica? Mas também não sempre injustamente: É importante a equipe por exemplo. Lembro que em 2002 o Romário não foi a Copa por essa razão e mesmo assim o Brasil foi campeão sem ele.
E no tênis, Beach Tennis, tem política? Sim. Histórias ruins, todos temos a respeito. E coisas boas da política desses esportes? Graças a gente envolvida com política se realizou no Brasil muitos torneios internacionais e confiaram a ser realizados de tênis e também agora de Beach Tennis. Tudo um mar de maravilhas? Lógico que não, mas sim tivemos a Copa do Mundo em 2014, As Olimpíadas em 2016 tivemos também um impacto positivo, apesar de todo dinheiro gasto.
Lembro de um jogador de tênis brasileiro de muito talento que não se adaptou ao circuito, pois não se dava com os outros, não falava inglês. Muito difícil assim.
André Sá, nosso exímio jogador de dupla da ATP, acaba de de ser nomeado para o Player Relation Council. Essa função política nada mais é do que promover as relações entre a ITF, os jogadores, os treinadores, fãs e os patrocinadores. Grandes embaixadores do tênis mundial como Roger Federer, Guga Kuerten e outros ídolos consagrados do tênis ajudam diariamente na política do esporte.
No Beach Tennis, um esporte mais novo, temos alguns como o mago italiano Alessandro Calbucci e os Brasileiros Gui Prata, Vini Font, Thalles Santos, Marcos Vinicius Ferreira entre outros. No futebol, talvez o mais famoso seja o Pelé.
Uma última história que fecha com chave de ouro o assunto: as Coreias juntas nos jogos Olimpícos de Inverno de 2018. Para mim o clímax do que o esporte pode fazer para derrubar barreiras, sofrimento e dar esperança.
Digo então que a política sempre existiu e existirá. Cabe a cada um de nós, levar a política para impulsionar o esporte e melhorar a vida das pessoas. Deixe seus comentários
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