É possível melhorar a mobilidade?

É possível melhorar a mobilidade?
Sim, sempre.  Ganhei muitos jogos de tênis por estar em forma e ter uma mobilidade relativamente boa.  Com certeza o jogador de elite geralmente tem os golpes tecnicamente melhores e também se move melhor. Será possível melhorar a mobilidade?  Eu acredito! Recentemente, vi o jogo  Nadal x Thiem.  Incrível a maneira como eles se movem e as bolas que eles pegam. Mas, na maioria das vezes, o Rafa chega e tem uma resposta a mais, aí fica difícil para o outro jogador.
Na época em que jogava, focava muito em exercícios de explosão, mas nunca me preocupei com mobilidade.  Hoje descobri que errei ou que deveria ter me preocupado com a mobilidade articular, principalmente.
Exercícios melhoram a mobilidade?
Vejo vários vídeos de tênis e Beach Tennis em que as pessoas estão correndo e fazendo exercícios de explosão com e sem bolas.  Será que isto ajuda a ficar mais rápido e se mexer melhor na quadra?  Encontrei um estudo cientifico que diz que a força resistiva em tenistas ajuda e em particular a força rápida de explosão.  O estudo chamado “A influência de treinamento resistivo em atletas de competição de tênis de campo” vai além e sugere uma periodização. E acredito que seja justamente isso a palavra chave. Meu novo amigo e profissional de treinamento Mário, de Cianorte, fala que treinamento físico é uma coisa e funcional é outra. Funcional é mais voltado a seu esporte e creio que pode ser voltado também a melhorar a mobilidade do atleta.
Arrisco a dizer que um treinador que chegue e comece a fazer treinamento físico com você sem te conhecer e saber suas condições físicas pode aumentar consideravelmente  o grande de lesões.  Fui pesquisar e realmente pouco se escreve sobre o assunto de mobilidade. Uma coisa é clara “As lesões acontecem por excesso de repetição e falta de preparo físico”. Mário acrescenta que como preparador físico, ele acompanha o atleta no médico e fisioterapeuta para depois desenhar o treino físico. Trabalho em equipe essa é a maneira de se trabalhar hoje em dia.
Quando fui atleta de competição, sempre me exigi muito e ia até o limite,  muitas vezes além, o que chamamos de overtraining. Sempre usei esse parâmetro para meus jogadores, mas hoje me preocupo muito mais que eles estejam bem, que curtam jogar.  E não ultrapassem esse limite, pois aí as perdas serão maiores que os benefícios.  Já tive muitos reveses como atleta e graças a Deus não tantos como coach.  Hoje presto muita atenção no atleta.  Se ele está no limite e acho que pode mais, algumas vezes eu continuo. Se acho que está passando do seu limite, eu paro.  Um jogador machucado resulta em vários meses sem jogar e competir.
É possível melhorar a mobilidade?
Por tudo que li, creio que seria como construir um prédio a prova de terremoto e não pensar isso logo na fundação.  Ou seja, a base tem que ser boa. Tem que conhecer o atleta, seus pontos fortes e fracos e como puxar ele até o limite dele que não necessariamente é igual ao de outros jogadores.  Ou seja, tudo mundo fazer exercícios e treinos iguais é conveniente para o professor, mas o risco de lesão é muito alto.
Mobilidade em jogadores adultos
E no caso de jogadores adultos?  Conhecer o seu jogador é a solução.  Por exemplo, um preparador físico vai ajudar a melhorar e se conhecer melhor:  citando meu aluno Mário outra vez, é como andar com um pneu mal calibrado, a chance de estourar algo é grande.   Para melhorar a movimentação em quadra, tem que saber o histórico e estudar como melhorar sem piorar.  Isso serve para  os atletas.
Areia x quadra
E na quadra de tênis?  Usando a analogia do carro, se você não consegue calibrar e alinhar o carro, esquece.  Na areia você ainda consegue dependendo da lesão.    Como o Guga , tive que abandonar o tênis competitivo, pois percebi que não dava mais para jogar por falta de mobilidade referente a artrose no quadril direito e joelho esquerdo.  Isso foi no final da temporada ITF sênior de 2014, até agora estou escapando da prótese, mas isso é  assunto. Leia o artigo a hora de parar http://www.beachtennisonline.com.br/hora-de-parar/             Beach Tennis eu ainda consigo jogar, me mexo bem na quadra? Não, mas consigo jogar e treinar sem dor.
Quais exercícios ajuda a mobilidade?
Em 2015, quando estava começando a jogar Beach Tennis, ia treinar em Jundiaí na academia VTennis, foram ótimos momentos!
O agora profissional Vitor Sianga viu minha movimentação falha e falou que tinha que eu tinha que fazer Pilates.  Fiz Pilates 3x por semana pelo menos, religiosamente, durante quase 2 anos.  Não posso dizer que me movo como os profissionais, mas para um cara da minha idade até que não me movimento mal e consigo jogar sem me machucar, o que para mim já é  uma grande vitória.
Qual o futuro para se mexer melhor?
Hoje “me graduei no pilates” na Academia Harmony System do Paraiso em São Paulo e passei a fazer o método IHP (Instituto of Human Performance) da Competition com equipamentos de última geração.  Aguardem, sinto que estou melhorando muito treinando 5 a 6 vezes por semana: puxa, empurra a perna em um método revolucionário vindo dos EUA e ministrado na Competition da Avenida Pamplona em São Paulo.
Para concluir, a movimentação é fundamental no Beach Tennis e para os mais velhos, fundamental para a vida, também.   A vida têm fases, hoje estou na fase de mobilidade para o bem-estar diário, mas sonho em poder voltar a competir outra vez seja no Beach Tennis ou no meu esporte de toda vida, o tênis.
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