Entrevista com Nathy Costa

Beach Tennis Online: Nathy, sua história de vida é muito bacana, mas acredito que nem todos conheçam! Acho legal começar a conversa contando sua trajetória de vida pro pessoal do Beach Tennis Online. Realmente muito inspiradora.

Nathy Costa: Sempre fui atleta, sempre mesmo! Comecei na natação e no jiu-jítsu aos 2 anos de idade.

Aos 5 fui campeã brasileira pela vez primeira vez, mas no jiu-jítsu. Tenho centenas de medalhas, juntando a luta, natação e voleibol, que foi o esporte que segui mas resolvi me aposentar cedo pois não era o que eu queria de verdade. Parei jogando universitário.

Nasci pra ser atleta! Rs

Jogo futebol, fiz algumas outras artes marciais, brinco de handebol e finjo que jogo basquete.

Atualmente me divirto jogando frescobol nas horas vagas (coisa rara pois respiro Beach Tennis ).

Eu morei 4 anos na comunidade do Vidigal, durante a pacificação. Queria morar de frente pro mar, mas pagar milhares de reais na zona sul do Rio de Janeiro era inviável para mim, que vim de uma família classe média. 

Então aproveitei o momento “pacífico” e não pensei duas vezes. O pouco que vivi me fez valorizar muito as coisas, muito mais do que a gente costuma dizer que valoriza.

BTO: Quem não vive em uma comunidade, seja do RJ ou de outro lugar, não pode começar a ter uma ideia de como é morar lá. As dificuldades, as privações etc. Como foi essa experiência?

NC: Pois saber que existe miséria é uma coisa, vê-la de frente é outra. Vi famílias de 5-10 pessoas sobrevivendo com um salário mínimo, ou nem isso.

Não pensei duas vezes: assim que me mudei para lá doei todas as minhas roupas, fiquei com um par de cada calçado, roupa suficiente e dividi tudo o que tinha.

Procuro ajudar sempre, podendo ou não. Saí de casa aos 18 anos para viver meu estilo de vida independente, coisa que sempre fui! É sempre tive o apoio da minha família. Pra tudo !!

BTO: Explique por favor essa leveza que você fala da galera do Rio e em especifico das comunidades? Tem quadra de Beach na comunidade? Tem gente jogando?

NC: Aaaah a leveza da galera do Rio, só tenho que dizer que Amo esse lugar, amo ser carioca!

BTO: Que conselhos você daria para alguém que está começando a jogar Beach Tennis? Como e onde começar? O que esperar?

NC: Acreditar em você incondicionalmente! Acredite, trace seu objetivo e não pare até chegar lá. Mas sempre com respeito e humildade!!

Para algumas pessoas o caminho pode ser um pouco mais distante, mas não pare, não canse, não desista, pois quando chegar lá, terá mais orgulho ainda de ter conseguido!

Nas aulas friso muito isso, tento passar o máximo que posso da cabeça de um atleta para meu alunos, seja iniciante ou profissional, seja da melhor idade ou mais jovens.

BTO: Você dá aula de Beach? Aonde? Como entrar em contato para jogar contigo, como aluno?

NC: Atualmente tenho uma escola de Beach Tennis em Copacabana, no posto 3 e no posto 4, o Riobt, em parceria com a Luciana Fernandes, que dá aulas no Leblon.

Para contato para aulas as pessoas me procuram pelas redes sociais, vão diretamente na minha rede e tenho parceira com a ABTERJ (Associação de Beach Tennis do Estado do Rio de Janeiro).

BTO: Atualmente no Brasil você acha possível alguém mais jovem construir uma carreira e ganhar a vida apenas jogando Beach?

NC: Atualmente ainda não é possível ganhar a vida somente jogando Beach Tennis, é um esporte que não tem uma premiação alta, mas aos poucos tá melhorando nessa questão.

O difícil é que até tem organizadores que fazem de tudo para melhorar, mas como em todos os esportes, tem a tal da “política”.

BTO: Quais as suas aspirações futuras com o Beach Tennis? Você acaba de ganhar um torneio profissional em Natal, parabéns!

NC: Natal foi uma delícia: como minha parceira tá recém operada do joelho, tenho jogado com outras meninas. Joguei com a também professora e jogadora Ana Carla Bezerra, que pela segunda vez me convidou e fomos campeãs.

Depois aproveitei mais 2 dias para passear com o meu amor rs, pois é muito raro conseguirmos conhecer o lugar, tem q ser aos poucos rs.

Também acabo de ser vice-campeã brasileira em duplas mistas com o Ian Albuquerque. Foi muito gratificante jogar com um menino que é um fenômeno nato. Ele só joga torneio regional, mas fez um excelente trabalho em um brasileiro. Fizemos uma final linda!

Pro futuro, quero muito mais, quero o número 1, quero mais conquistas, quero evoluir cada dia mais, quero ver cada vez mais meus alunos evoluindo, quero cada dia mais pessoas jogando Beach Tennis, quero cada dia mais ver esse esporte crescer!!

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