Mude ou morra no esporte – parte 1

Mude ou morra no esporte – parte 1.  Começo de ano, sempre falamos ou almejamos mudanças, afinal quem quer se manter estagnado e fazer as mesmas coisas? Salvo raras exceções, todo mundo quer algo.

Mude ou morra

Acabei de ler esse livro “Mude ou Morra” dos autores Renata Mendes e Roni Cunha Bueno e estou aqui pensando em como aplicar os ensinamentos do livro no esporte. Bom, se você se identificar com estas perguntas,  talvez seja interessante a mudança no esporte ou e na vida:

1) você tem um golpe bem mais fraco, ou um ponto fraco evidente?

2) você é seu pior adversário?

3) entra no jogo super nervoso e não consegue fazer nada?

4) cansa muito rápido?

5) sempre tem uma desculpa para não treinar, jogar, competir?

6)tá sempre enrolado?

7) usa as frases “ah, não adianta, não consigo” ou ” eu sempre faço isso”?

8) vou emagrecer, entrar na academia, parar de fumar, parar de beber, entrar no ritmo?

Esse artigo é para você!

Lembrando do clichê “Existe duas certezas na vida, a mudança e a morte” Vamos lidar com a primeira: o que fazer para aceitar e incorporar a mudança?

Segundo o autor, reinvente- se ou morra. Bem forte! Sim.

Netshoes

Márcio Kumraian, o fundador da Netshoes diz “Não existe fórmula mágica,segredo de gênio, trabalho fácil. Existe gente trabalhando duro todos os dias, errando, aprendendo, evoluindo com velocidade..não tem nada fácil”. O mesmo se aplica ao esporte. Quando fui me aventurar no circuito profissional de tênis, passei por tudo possível e imaginável. O objetivo era melhorar o tênis e se tornar um profissional.

Mudei, sim. Não rápido suficiente. Se fosse hoje em dia, teria feito diferente. Como diz o livro “tenha foco e obsessão. Aprenda a viver bem no desconforto, tenha postura de dono, vamos errar…sim é possível”

 

Talvez um dos dias mais tristes da minha vida foi ao final do Gran Prix de Toulouse ( similar a um ATP 250), na França. Após perder no qualifying de simples e na primeira rodada de duplas perguntei ao meu mestre, o consagrado George Deniaou; como posso ser um top 100? Ele respondeu que meu jogo era excelente, mas infelizmente eu não tinha uma bola que machucava. Sabe aquela direita do Federer, Delpo, ou a resposta do Djokovic? Ou o talento de um Neymar? Lá seria necessário mudar ou morrer. Não consegui me reinventar. Então, frustrado com a falta de perspectiva, parei de jogar profissional para fazer um Máster de Administração Internacional no ano seguinte.

Comprometimento 

Você está disposto a perder…a curto prazo” A nova visão diz que sim. Temos que aceitar que as coisas mudam e devemos ter uma cabeça diferente segundo o autor. As startups enxutas, aprendem mais rápido. Não dê ouvidos aos amigos negativos de plantão. Siga seus instintos, faça como o sapo surdo que foi o único que conseguiu subir a rampa escorregadia justamente por ser surdo. O livro diz que amigos e familiares são os piores conselheiros; a turma do “é loucura isso, não vai dar certo”. Conhece essa história? Não de atenção, siga sua intuição e ouça seu coração.

O Mestre

Pense no seu mestre. ” O líder tem que ser um vendedor de sonhos” se você ou seu treinador não acreditar que é possível, ninguém mais vai. Sim e possível modificar algo no seu jogo e você tem que acreditar!

As mudanças

A velocidade das mudanças é algo desafiador e extremamente rápido. Tinha lido cada três anos as coisas se tornam obsoletas, hoje em algumas áreas, já se fala em um ano.

Vamos errar?

O livro fala que fomos educados para evitar o erro a qualquer custo. O erro é sinônimo de fracasso e nossa tendência e esconder o erro. “Não existe aprendizado sem experiência. Não existe experiência sem erro. Ou seja para crescer, vamos errar” Também afirma que o erro é parte do processo e não existe inovação sem erro. Tudo a ver com o esporte.

Amanhã

Se diz que o erro de hoje pode ser o diferencial competitivo de amanhã. Assim funciona a nova economia e por que não o esporte, também?

Postura de dono

O livro trata desse assunto e pergunto: quantos acreditam que o treinador vai fazer milagre sem o suor do atleta? Uma vez escutei que o Cristiano Ronaldo é um dos mais dedicados nos treinos. Que muitas vezes fica treinando muito após o término do treino. Gostaria que todos meus atletas fossem assim. Dedicados, esforçados e comprometidos.

Viva bem no desconforto

Quando me lancei no circuito profissional, fui para Europa jogar sem o bilhete de volta. Ficamos um ano e três meses viajando. Chegou uma hora que de tanto perder nos qualifyings eu tinha menos de 500 dólares no bolso e sem passagem de volta para o Brasil. Carregava uma máquina de encordoar pesada, ajudava a ganhar dinheiro extra. Dormíamos acampados em barracas, as meias eram encardidas de tanto lavar na pia. Tomávamos banho na hora do almoço , pois muitas vezes não tinha água quente a noite. O banho a noite depois do treino era o famoso banho francês ou banho de toalha molhada.

A gente curtiu cada segundo, mas voltando ao Brasil, sabia que não conseguiria fazer isso outro ano.

Acomodado? Não sei, mas o livro fala que a nova economia não vai dar trégua aos acomodados.

Vitórias e derrotas

É curioso nessa parte do livro, o autor fala para minimizar as vitórias e derrotas. Fácil falar, difícil fazer principalmente quando se deixa 100% e mesmo assim não é suficiente.

Ainda diz nessa parte que todos estamos buscando o equilíbrio. E para ganhar é preciso perder, descansar, treinar muito, dormir e comer bem, além de ter uma boa inteligência emocional, que pode ser fundamental na competição.

Aprender sempre

Também nesse “viver bem no desconforto”, o autor enfatiza que é preciso aprender sempre ou morrer a cada dia. Ele vai além e diz “abrace a felicidade de entender que ter escolhas é assumir as rédeas da sua vida, e isso é mais complexo e desconfortável, porém pode ser mais inspirador e motivador”

Enfim, aguardem a parte dois e quem sabe a três também se você não resolver comprar o livro antes e ler? O Brasil está mudando, e você está convencido que é mudar ou morrer? Deixe seus comentários.

 

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