Valorize seu mestre

Valorize seu mestre. Quando eu  era garoto, tinha um sonho de ter um coach. Hoje tento ser o coach que na realidade nunca tive.

Um dos maiores ensinamentos de qualquer mestre deveria ser  “Não julgar!” Sabemos que não se deve fazer julgamento dos outros, do adversário, mas o ser humano quer classificar; e para isso julgamos rapidamente para nos sentirmos no controle.Catalogar e ir para próxima atividade. “Fulano é,…ciclano é…..”

Julgar o professor/mestre de tênis, Beach Tennis, ou qualquer outro educador é um péssimo hábito. Eis que surge o professor conhecido como “Zé Mané”

Confesso que já tive certo preconceito para com esses professores; simples, humilde e não na crista da onda.

Também chamados erroneamente de outros nomes feios e pejorativos. Sabe aquele que você passa por ele e finge que não vê? Hoje me arrependo e peço perdão a todos pelo julgamento e descaso desses professores. Não creio que tenha maltratado ninguém, pois não é meu estilo, mas faltou muita gratidão por todos os professores que me ajudaram.

Julgar as pessoas é muito ruim e mais ainda não ser grato ao professor humilde o tal ” Zé Mané”. Quem é ele?

1) aquele professor humilde, que não usa roupa de grife ou tem o melhor físico ou é o melhor jogador do pedaço;
2) aquele que nos incentivou e aguentou todas as nossas malcriações e falta de vontade de treinar;
3) aquele que sempre chegou no horário, arrumou a quadra e se preocupou com a gente;
4) que perdeu seu final de semana e foi assistí-lo jogar enquanto a gente fazia corpo mole, se comportava como um garoto mimado;
5) aquele que soltou milhões de bolas para gente, com paciência para repetir incontáveis vezes;
6) está sempre disponível, parece que mora o clube ou na academia;
7) não tem tempo feio, sempre de bom humor com um sorriso e otimismo.
Cresci em clube, e nos clubes, como em muitos lugares existe muito julgamento.
Palavras como ” Valério”, ” sonhador”, “perdido”, “panguão”, “Zé Roela”, “Vacilão”, “Zero a Esquerda”, ” Caipira”, ” Amarelão”, ” tocador de violino”, ” Mazola”, etc eram e continuam sendo usadas para rotular. Infelizmente pouco respeito aos atletas e principalmente aos mestres que são tratados como empregados.
Então, como julgar menos? Li muito a respeito e abaixo faço um resumo:
1) pense antes de julgar ou classificar erroneamente os outros. Segundo Augusto Cury o seu eu, tem capacidade de raciocínio lógico. Não deixar isso para seu subconsciente que geralmente quer classificar rapidamente com palavras tipo; “Esse é um louco, mentiroso, pangaré, ruim…”
2) não falar mal dos outros. Confesso já fiz isso muito, e gostaria de ter comido a língua cada vez que cometi esse inútil ato. Que perda de energia. Não tem nada positivo sobre a pessoa, não fale nada a não ser que a pessoa peça sua opinião.
Outro dia perguntei a um amigo sobre


fazer negócio com uma pessoa. A resposta fez eu desistir do negócio.

Fiquei chateado, pois precisava do trabalho. Mas talvez tenha ajudado a poupar problemas futuros. Nesse caso eu fiz a pergunta e recebi a resposta.
3) Focar no presente. Isso ajuda a espantar os fantasmas da calúnia e fofocas;
4) Não tem o que falar, fique quieto.Diz o ditado; “O silêncio é de ouro”;
5) O seu espelho? Fiz um curso de PNL e aprendi que muitas vezes a gente cria antipatia com uma pessoa, associada a um rápido julgamento. O professor diz que isso pode ser evidência de que essa pessoa mostra pontos que você não gosta em você mesmo. Seu espelho das coisas negativas que você vê em si;
6) Acreditar nas pessoas e aprender a ser grato. Todos nós podemos melhorar nesse quesito.
Pois é gente, voltando ao professor, aquele que é amigo de todos e te acolhe humildemente de braços abertos sem julgamento e sem neuras. Valorize ele e aprenda com ele gratidão, não julgar e se ele te inspirou, melhor ainda. Agradeça mais e critique menos. Isso vai motivar ele e te dar melhores treinos.
Na minha época de juvenil no Ipê e no Esporte Clube Pinheiros, treinei anos com o falecido José Luís Pino, Sr. Gabriel e Zanatta. Que paciência deles. Quantos sets joguei com eles e outros professores como o Odair Palomares, Tadeu, Cidinho, Cláudio Penetta, Givaldo Barbosa.Milhares. Que paciência deles….Ja no Júnior College, nos EUA, o técnico Rich Anderson jogava pelo menos 1 ou 2 sets toda semana comigo além das aulas. Mais tarde Kwong Wong treinava todo dia comigo ao meio dia no calor do deserto do Arizona.
Há 5 anos atrás, eu era assistant coach e treinava com os Universitários no TTU, lembro que jogava 3 sets com os garotos sem me preocupar com os resultados, mas muito alerta de como poderia dar um toque para ajudar a evoluir o jogo deles.
Hoje em dia, a ajuda é mais fora do jogo e sim em exercício e observacao de jogos. Por limitações físicas, talvez eu seja o professor ” Zé Mané” de tênis e Beach Tennis.
No Japão,  o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor. Valorize seu mestre!
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